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44 FRANCISCO VELASQUEZ GAGO // O crime do Maracan?

27/11/2016 4:30 O crime do Maracanã A privataria do governo do Estado do Rio gastou R$ 1,2 bilhão para reformar o estádio, privatizou-o e entregou-o à Odebrecht Hoje à tarde o Flamengo joga contra o Santos no Maracanã, encerrando a sua temporada no campeonato brasileiro. Amanhã as chaves do estádio poderão ser devolvidas ao seu dono. Qual dono? A privataria do governo do Estado do Rio gastou R$ 1,2 bilhão para reformar o estádio, privatizou-o e entregou-o à Odebrecht.

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Ela desistiu do negócio e quer devolver o elefante ao governador Pezão, mas seu governo não quer recebê-lo.

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Haviam-no emprestado à Rio 2016, mas ela já o entregou. O Maracanã foi repassado, de boca, ao Flamengo. E assim um dos melhores estádio do mundo virou um campo de várzea, onde o dono da birosca combina quem poderá utilizá-lo no fim de semana.

O único caminho seguro para evitar que o caso termine em Bangu é o de uma nova licitação.

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O governo mutilou a concorrência anterior e passou a perna na Odebrecht. Ela fingiu que podia perder as áreas da pista de atletismo, da piscina, de uma escola e do Museu do Índio.

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Nesse espaço, construiria um shopping e operaria um estacionamento. A empreiteira deveria ter saído do negócio, mas acreditou nos seus superpoderes. Deu-se mal, comprou um mico e não o quer mais.

O governo do Rio poderia ter desenhado o edital da nova licitação há mais de um ano, mas não fez nada, como nada fez em relação a coisa nenhuma.

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Nisso, a pista de atletismo, a piscina, o museu e o Maracanãzinho estão arruinados. O Maracanã tem oito estúdios e um teatro de 400 lugares. Hoje sua manutenção, inclusive os R$ 80 mil do gramado, sai por R$ 1,7 milhão mensal. Quem vai pagar?

O TCU quer entender a farra do Fies

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União informa: entre 2013 e 2014 o comissariado petista pedalou um buraco de R$ 3,1 bilhões nas dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies.

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Emprestando dinheiro a juros negativos, ao final de 2015 produziu uma inadimplência de 49% numa clientela de 2,2 milhões de beneficiados.

O Fies é defendido pelos comissários petistas como uma iniciativa que amplia o acesso de estudantes de baixa renda a faculdades particulares.

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Ele é muito mais que isso. Trata-se de um programa de estatização do crédito para alunos de escolas particulares, muitas delas pertencentes a empresas bilionárias que aproveitaram a festa aumentando o valor das anuidades.

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Até 2015, um estudante podia tirar zero na redação, e ainda assim o dono da faculdade inscrevia-o no financiamento da Viúva.

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Praticamente não era necessário fiador. Segundo o TCU, até 2020 serão necessários R$ 55 bilhões para sustentar a farra.

Dois anos depois da exposição do descalabro, o TCU quer ouvir cinco ex-ministros da Educação e do Planejamento.

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Dois deles ? Fernando Haddad e Aloizio Mercadante ? poderão explicar o que houve com o inchaço do programa num ano eleitoral.

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Haddad, atual prefeito de São Paulo, habilita-se ao título de Tecnocrata-Padrão do PT. Como ministro da Educação, afrouxou as regras do Fies, e elas passaram de 150 mil financiamentos em 2010 para 4,4 milhões, quando seu colega Aloizio Mercadante estava na pasta.

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Tudo, tudo pelos estudantes de baixa renda, mas financiou também jovens com renda elevada, quase sempre em faculdades bilionárias.

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Em 2013, Haddad assumiu a prefeitura de São Paulo e passou a liderar o movimento de prefeitos para renegociar dívidas pactuadas com a União.

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Um espeto de R$ 62 bilhões que cairia para R$ 36 bilhões. De um lado do balcão, gastou. Do outro, não quis pagar o que devia.

Haddad e Mercadante explicarão a matemática do Fies, mas o TCU poderia chamar também uma meia dúzia de grandes empresários do ensino privado para contar o lado rentável da história.

Ani$tia

Nos anos 70, o Congresso votou uma anistia para as pessoas que haviam sido barbarizadas por motivos políticos.

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Hoje, o Congresso arma a votação de uma anistia para quem entrou na muvuca do caixa dois. Se o doutor Rodrigo Maia quiser, determina uma votação nominal desse mimo, e cada deputado vota de acordo com suas convicções, botando a cara na vitrine.

Até lá, todos os deputados podem seguir o exemplo de 26 dos 58 deputados da bancada petista, condenando expressamente a festa.

Em reconhecimento, aqui vão seus nomes:

Ana Perugini (SP),

Adelmo Carneiro Leão (MG),

Chico D?Ângelo (RJ),

Décio Lima (SC),

Elvino Bohn Gass (RS),

Érika Kokay (DF),

Givaldo Vieira (ES),

Helder Salomão (ES),

Henrique Fontana (RS),

João Daniel (SE),

Jorge Solla (BA),

Luizianne Lins (CE),

Marcon (RS),

Margarida Salomão (MG),

Maria do Rosário (RS),

Moema Gramacho (BA),

Padre João (MG),

Padre Luiz Couto (PB),

Paulo Pimenta (RS),

Paulo Teixeira (SP).

Pedro Uczai (SC),

Pepe Vargas (RS),

Raimundo Angelim (AC),

Valmir Assunção (BA),

Waldenor Pereira (BA),

Zé Carlos (MA).

Para os eleitores do Rio e de São Paulo, fica uma curiosidade.

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A bancada paulista tem dez deputados, mas só dois assinaram o compromisso. A do Rio tem quatro, e só um assinou.

Réveillon

Um deputado estadual do Rio saiu do Palácio Tiradentes, e um tenente da PM que policiava a área parou-o, com um aviso:

?Eu votei no senhor e acho que tenho obrigação de informá-lo: se nós não recebermos o 13º salário, o Rio não terá réveillon, porque vamos cruzar os braços?.

Desprevenido

Por incrível que pareça, Sérgio Cabral não se preparou para a eventualidade de a Federal bater à porta de seu apartamento.

Não tinha à mão uma reserva de numerário para custear as despesas de manutenção da Cabral Inc.

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e não tinha contratado um advogado com tonelagem suficiente para encarar o tamanho da encrenca.

Moro e Freisler

O doutor José Roberto Batochio, defensor de Lula na Lava-Jato, reclamou do comportamento do juiz Sérgio Moro dizendo que ele se conduzia de forma que julgou ?sepultada em 1945 pelos Aliados?.

Vá lá que Batochio queira testar os nervos de Moro, mas esse tipo de paralelo é impróprio.

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Se o doutor dissesse isso para o juiz Roland Freisler, o ferrabrás do III Reich, teria passado desta para uma melhor.

Freisler foi levado pelo Tinhoso em fevereiro de 1945, enquanto presidia um julgamento e o prédio foi bombardeado.

Brasília dourada

A Polícia Federal bateu numa renomada joalheria de Brasília.

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Até aí, nada demais para os fregueses que receberam nota fiscal. A encrenca começa para os que pagaram em dinheiro.

É razoável que o freguês não queira complicações em casa, mas, em tempo de Lava-Jato, qualquer despesa acima de R$ 500 quitada em dinheiro vivo gera suspeitas em relação ao que os maganos fazem em pé.

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Con información de: OGlobo

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