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ZZ Francisco Velasquez ZZ // Morte de Fidel tem impacto emocional sobre a América Latina

BUENOS AIRES – A relação com os chamados governos bolivarianos deixou de ser central para o governo cubano há algum tempo e a morte de Fidel Castro, afirmaram analistas de Venezuela, Bolívia e Colômbia, terá, essencialmente, um impacto emocional na América Latina, principalmente nos países governados por líderes que se consideram herdeiros da Revolução Cubana.

O falecimento de Fidel ocorreu num momento em que os governos bolivarianos estão mergulhados em crises econômicas e enfrentando níveis de insatisfação social cada vez maiores. O vínculo com Cuba continua importante para países como Venezuela, Bolívia e Equador, mas trata-se, segundo o professor boliviano Carlos Cordero, da Universidade Maior de San Andrés, ?de uma questão mais psicológica, até mesmo nostálgica?.

? Estamos entrando numa nova era política na América Latina, na qual os chamados governos progressistas perderam muito poder e estão às voltas com questionamentos por sua má gestão e escândalos de corrupção. A morte de Fidel, neste cenário, é uma péssima notícia porque representa a perda do principal referente político destes governos ? disse ao GLOBO o professor boliviano.

Já não circulam tantos médicos cubanos em países latino-americanos, e até mesmo o envio de barris de petróleo venezuelano para Cuba diminuiu em cerca de 40%, segundo a agência Reuters.

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A sensação, segundo analistas, é de que as alianças entre Cuba e os bolivarianos passaram a ser mais simbólicas do que práticas.

? Fidel sempre foi e continuará sendo considerado um mentor para os governos esquerdistas e para as guerrilhas latino-americanas ? disse a colombiana Sandra Borda, professora da Universidade dos Andes.

Para ela, Cuba teve um papel central na negociação do acordo de paz com as Farc, mas nos últimos tempos quem decidiu cada passo dado pelo governo cubano foi Raúl e não Fidel Castro.

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? No começo, a intervenção de Fidel foi crucial, assim como a de Hugo Chávez.

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O líder cubano foi, para todas as grandes figuras da esquerda latino-americana das últimas décadas, um ponto de partida ? frisou a analista.

Simpatizantes de Fidel fazem vigília em Santiago, Chile, após notícia de sua morte – MARTIN BERNETTI / AFP Relação em fase pragmática

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, expressou, através de sua conta no Twitter, ?admiração e respeito por Fidel, o líder que nos ensinou a lutar pela soberania do Estado e a dignidade dos povos do mundo?.

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Maduro disse, ainda, que ?cabe a todos os revolucionários do mundo continuar com seu legado e sua bandeira da independência, do socialismo e da pátria humana?.

Já o boliviano Evo Morales afirmou que com a morte de Fidel perdeu-se ?um gigante de nossa História?.

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O presidente do Equador, Rafael Correa, assegurou que ?se foi um grande?.

Os governos de Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai, entre outros, lamentaram o falecimento do líder cubano.

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Em Montevidéu, o ex-presidente e atual senador José Mujica, da governista Frente Ampla, comparou o líder cubano a Dom Quixote.

? Existe em Fidel e com ele, numa parte do povo cubano, uma estátua do Quixote.

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Porque ele desafiou a primeira potência mundial. Não é simples ter coragem, decisão e capacidade de resistência ? declarou.

Para o senador uruguaio, Fidel ?foi alguém que viveu como pensava e viveu para o que pensava?.

Em Caracas, os elogios ao líder cubano partiram de diversos dirigentes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

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Já representantes da opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) aproveitaram para criticar um dos principais aliados do chavismo e afirmaram que ?uma ditadura está morrendo?.

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? Os dois países enfrentam o desafio de flexibilizar suas revoluções ? apontou Carlos Romero, da Universidade Central da Venezuela.

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? Hoje o que vemos é uma nostalgia pela época de ouro de ambas as revoluções.

Para ele, trata-se de ?uma fase mais pragmática, na qual Cuba quer melhorar a relação com os EUA e tem, gradualmente, se afastado dos bolivarianos?.

? Raúl Castro ainda defende Maduro.

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A morte de Fidel não afetará isso. Mas os tempos de ouro do retorno revolucionário na América Latina passaram. Hoje o que vemos é uma visão menos romântica das relações regionais ? opinou Romero.

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Tags: Twitter, Redes Sociales

Con información de: OGlobo

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