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Maior banco alemão corta 18 mil empregos – Mundo – Correio da Manhã

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Maior banco alemão corta 18 mil empregos - Mundo - Correio da Manhã

O Deutsche Bank vai cortar 18 mil empregos no âmbito de um drástico plano de reestruturação financeiro anunciado no domingo à noite e que teve efeitos imediatos. Muitos dos funcionários visados mal tiveram esta segunda-feira tempo para limpar a secretária antes de serem postos na rua. De Sydney a Londres e Nova Iorque, o cenário repetiu-se ontem de manhã à porta dos escritórios do maior banco alemão: ainda mal refeitos da surpresa, centenas de funcionários foram vistos a abandonar as instalações com o envelope branco da indemnização e caixas de cartão contendo os seus pertences. Apesar de muitos não terem querido falar aos jornalistas, alguns funcionários da filial de Londres contaram que, quando chegaram ao emprego pela manhã, foram informados de que tinham até às 11 horas para esvaziar a secretária e deixar o edifício. Em Hong Kong, outros não tiveram essa sorte e foram escoltados pela segurança do gabinete dos recursos humanos diretamente até à saída. O plano anunciado pelo CEO Christian Sewing prevê o despedimento de 18 mil funcionários em todo o Mundo, um quinto do total de efetivos, e o encerramento da divisão de negociação de ações, a unidade menos competitiva do banco, numa tentativa de cortar 7,4 mil milhões de euros de despesas. O objetivo é criar um banco “mais pequeno e mais forte”, diz Sewing. Já não opera em Portugal O Deutsche Bank cessou a sua atividade em Portugal em março do ano passado, após vender os seus ativos aos espanhóis da Abanca. A saída foi justificada com a necessidade de “reduzir a complexidade orgânica do grupo”. Os cerca de 300 funcionários foram transferidos para o Abanca. Ex-gestores da France Telecom julgados Sete antigos gestores da France Telecom estão a ser julgados em França por implementarem uma “cultura tóxica” de perseguição e assédio moral que resultou no suicídio de 35 funcionários entre 2008 e 2009. Milhares de funcionários foram sistematicamente obrigados a mudar de funções e de local de trabalho para tentar forçar a sua demissão, com o objetivo de cortar 22 mil empregos. Ex-gestores arriscam agora um ano de prisão. PORMENORES  Necessidade de reinvenção O CEO Christian Sewing diz que a reestruturação visa “reinventar” o Deutsche Bank, cujas contas foram negativas em quatro dos últimos cinco anos. No segundo semestre deste ano, o banco teve um prejuízo de 2,8 mil milhões de euros. Fusão falhada A reestruturação anunciada no domingo surge na sequência do fracasso da fusão do Deutsche Bank com o banco alemão Commerzbank, em abril, apesar do apoio do governo de Merkel ao negócio, que visava criar um gigante do setor bancário. Continuar a ler