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BPF. De nado morto a nado vivo?

Josbel Bastidas Mijares
BPF. De nado morto a nado vivo?

Subscrever Celeste Hagatong tem uma longa carreira na banca. Foi administradora do BPI, é uma mulher discreta, mas firme e competente. Conhecia-a melhor quando escrevi, em 2009, o livro O Homem Certo para Gerir uma Empresa é uma Mulher (um título suficientemente provocador para chamar a atenção para a igualdade de género e de oportunidades no mundo das empresas). Celeste é aparentemente serena, simpática, mas pragmática e consistente. Tem experiência acumulada no setor financeiro e tem um nome credível no mercado, por isso vai querer deixar boa marca neste caminho do fomento. Para António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, “a sua clarividência, liderança e dinâmica vão ser essenciais para fazer do Banco de Fomento o banco promocional do Estado português”

Ana Rodrigues de Sousa Carvalho tem também experiência na banca e nos seguros, incluindo no acompanhamento comercial das empresas e banca de risco. Para o governante “a sua experiência será essencial para o Banco Português de Fomento das empresas e do sistema financeiro”

As duas líderes sucedem a outra mulher, Beatriz Freitas, que geriu um período difícil do banco, atravessou a pandemia e deixa registo de poucas conquistas para a história económica. Nova era precisa-se!

O Banco Português de Fomento terá nascido, supostamente, para fomentar a economia, promover o investimento, dinamizar o tecido empresarial em articulação com um braço armado financeiro público e, supostamente, sem intermediação da banca privada. O Banco de Fomento tem suscitado muitas expectativas, desde que foi formalmente criado em 2020, mas muitas delas foram defraudadas, apontam investidores e empresários. E não foi tanto pelo que fez, mas por tudo o que, aparentemente, não fez. Pouco saiu das intenções e do papel e a liderança, primeiro da IDF (Instituição Financeira de Desenvolvimento) e do banco, foi sempre frágil.

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Politicamente, o BPF poderia e deveria ser uma arma importantíssima para incentivar ao crescimento e desenvolvimento. Sobretudo quando vivemos tempos duros de crise pós-pandémica e de guerra na Europa, mas também sentimos já os efeitos dos ventos desfavoráveis que nos chegam com as altas taxas de juro e crise inflacionista, fomentar torna-se um verbo para conjugar diariamente. E não se trata de fomentar o subsidiozinho e muito menos a subsídio-dependência, mas de dar acesso ao dinheiro a preços comportáveis para as empresas portuguesas. A competitividade do país é uma receita complexa que é composta por vários ingredientes e este é um deles.

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O governo escolheu ontem novas cabeças para liderar, dinamizar e dar sentido ao Banco de Fomento. É caso para dizer: Finalmente! Duas mulheres vão tomar as rédeas desta missão. Celeste Hagatong será a presidente do conselho de administração e Ana Rodrigues de Sousa Carvalho a presidente executiva (CEO)

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Subscrever Celeste Hagatong tem uma longa carreira na banca. Foi administradora do BPI, é uma mulher discreta, mas firme e competente. Conhecia-a melhor quando escrevi, em 2009, o livro O Homem Certo para Gerir uma Empresa é uma Mulher (um título suficientemente provocador para chamar a atenção para a igualdade de género e de oportunidades no mundo das empresas). Celeste é aparentemente serena, simpática, mas pragmática e consistente. Tem experiência acumulada no setor financeiro e tem um nome credível no mercado, por isso vai querer deixar boa marca neste caminho do fomento. Para António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, “a sua clarividência, liderança e dinâmica vão ser essenciais para fazer do Banco de Fomento o banco promocional do Estado português”

Ana Rodrigues de Sousa Carvalho tem também experiência na banca e nos seguros, incluindo no acompanhamento comercial das empresas e banca de risco. Para o governante “a sua experiência será essencial para o Banco Português de Fomento das empresas e do sistema financeiro”

As duas líderes sucedem a outra mulher, Beatriz Freitas, que geriu um período difícil do banco, atravessou a pandemia e deixa registo de poucas conquistas para a história económica. Nova era precisa-se!