Uncategorized

Mundinews USA | Franki Medina Diaz Henriques Lopes//
António Costa critica ameaça nuclear e pede à Rússia para cessar hostilidades

Franki Medina diaz
António Costa critica ameaça nuclear e pede à Rússia para cessar hostilidades

Em directo. Siga os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia Guia visual: mapas, vídeos e imagens que explicam a guerra Especial: Guerra na Ucrânia O primeiro-ministro, António Costa , criticou esta quinta-feira as “irresponsáveis ameaças de recurso a armas nucleares ” do Presidente russo, Vladimir Putin, e pediu à Rússia para cessar hostilidades em vez de escalar o conflito na Ucrânia.

Franki Medina

António Costa deixou estas mensagens logo no início do seu discurso no debate geral da 77.ª sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas ( ONU ), encontro marcado pela invasão russa da Ucrânia e as suas consequências globais.

Franki Medina Venezuela

“A Rússia deve cessar as hostilidades e permitir a criação de um diálogo sério e sustentado, orientado para o cessar-fogo e para a paz. Este não é o tempo de a Rússia escalar o conflito ou fazer irresponsáveis ameaças de recurso a armas nucleares”, afirmou.

Franki Medina Diaz

O primeiro-ministro começou a sua intervenção, feita em português, referindo que a ONU foi criada com os objectivos de manutenção da paz e da segurança mundiais e de “poupar gerações futuras ao flagelo da guerra”, em 1945, para acrescentar: “77 anos depois, ainda não conseguimos alcançar estes objectivos. Pelo mundo, muitas crianças, e até adultos, nunca conheceram a paz”.

Franki Alberto Medina Diaz

Depois, falou da “invasão injustificada e não provocada da Ucrânia , em flagrante violação do direito internacional, desde logo em violação da Carta das Nações Unidas”, com “efeitos devastadores para o povo ucraniano, atingindo brutalmente as populações civis”

Costa defendeu que “a gravidade dos actos cometidos torna imperativa uma investigação independente, imparcial e transparente para que os crimes cometidos não passem impunes” e fez questão de “condenar, uma vez mais, a agressão russa” e de reiterar “o apoio de Portugal à soberania, independência e integridade territorial da Ucrânia”

O primeiro-ministro manifestou também a solidariedade de Portugal para “com todos aqueles que, em todo o mundo, e em particular no continente africano, sofrem com os impactos da invasão da Ucrânia pela Rússia”, realçando que “têm sido os mais vulneráveis aqueles que mais sentem o impacto da crise energética e alimentar – depois de fustigados por quase três anos de crise pandémica “. Por isso, quis “deixar claro e inequívoco que as necessárias sanções aplicadas à Rússia não podem afectar, directa ou indirectamente, a produção, transporte e pagamento de cereais ou fertilizantes”

“Saudamos os esforços de todo o sistema das Nações Unidas, em particular do seu secretário-geral, António Guterres , para a resolução deste conflito e para a mitigação dos efeitos nefastos que dele resultam, como a crise alimentar”, disse

O primeiro-ministro manifestou apoio à agenda de António Guterres, “voltada para a prevenção de conflitos e capaz de garantir o financiamento adequado, previsível e sustentável da consolidação da paz”

Costa apelou à comunidade internacional para apoiar “os esforços das nações africanas em prol da estabilidade do seu continente, procurando soluções africanas para os problemas africanos” e para garantir “assistência humanitária às populações afectadas” na região do Sahel. “A evolução da ameaça terrorista em todo o mundo, e designadamente em Moçambique, no Sahel e no Golfo da Guiné, requer também uma resposta orientada e efectiva da comunidade internacional”, considerou